
Um dos vilões do consumo de energia elétrica, o ar condicionado pode, sim, ter seus efeitos negativos reduzidos, mesmo nesta época de calorão. Tanto em casa quanto no escritório, dá para adotar algumas estratégias para diminuir o peso desse aliado dos dias quentes na conta de luz. Elas podem ser pensadas desde a concepção do projeto arquitetônico até as ações relacionadas ao uso do aparelho no cotidiano.
Embora a necessidade da climatização de ambientes se torne mais evidente no verão, muitas das atitudes que buscam diminuir a utilização do ar-condicionado nessa estação também servem para os demais períodos. Com a redução do consumo de energia elétrica, não só a conta de luz será mais leve ao final do mês como o planeta será menos impactado com o menor uso de recursos.
Quando se decide fazer uma construção, seja ela de pequeno ou de grande porte, é importante levar em conta os métodos que contribuem para que a edificação seja eficiente do ponto de vista energético. Como o ar-condicionado é um dos grandes responsáveis pelo consumo exagerado de energia em casa e, principalmente, em prédios comerciais e públicos, faz sentido que alternativas mais econômicas e ecológicas sejam consideradas.
Já na fase de projeto, vale estudar a orientação solar do terreno onde será feita a obra. Com base nesse conhecimento, o edifício pode ser criado priorizando o uso de áreas envidraças onde a incidência de sol é menor, já que os vidros frequentemente têm baixo isolamento térmico.
Um dos erros mais comuns relacionados a construções é não pensar no investimento a longo prazo. Assim, as pessoas acabam optando por materiais mais baratos, com isolamento térmico menor e que exigem uso mais frequente do ar-condicionado. No fim das contas, o preço é cobrado na conta de luz. A eficiência energética seguidamente implica um investimento inicial maior. Depois, na utilização do prédio, se reduz os custos com energia elétrica.
Não é apenas nas fases de projeto e construção, porém, que se pode fazer com que uma residência ou um ambiente de trabalho reduzam o consumo de energia com a climatização. Tem uma série de coisas que você pode fazer para continuar com a casa ou o escritório fresquinhos. E o planeta também.
Uma construção ideal quando se pensa em eficiência energética é aquela que também prioriza o uso de materiais e técnicas que isolem termicamente a edificação. Vale a pena fazer paredes duplas em vez das simples e, nas aberturas, optar por vidros duplos ou polarizados. Os escurecidos também apresentam vantagens em relação aos incolores.
A implantação de telhados verdes é uma ideia que ganha adeptos e apresenta resultados satisfatórios. As paredes verdes - aquelas que utilizam plantas trepadeiras - também são eficientes no isolamento térmico, já que impedem a incidência direta dos raios de sol. Árvores no entorno de uma residência ou de um edifício também desempenham essa função.
A escolha correta do equipamento de ar-condicionado para uma construção nova ou para a substituição de um sistema de refrigeração antigo também pode evitar dores de cabeça com o consumo de energia elétrica. Para residências, os aparelhos conhecidos como splits são a melhor opção por serem mais econômicos e silenciosos. Quando o local a ser refrigerado é um prédio com vários ambientes, aí é o ar-condicionado central que se apresenta como escolha mais vantajosa, tanto do ponto de vista do consumo quanto da manutenção e da vida útil. Embora ambas as opções, o split e o central, exijam um investimento inicial maior, acabam se pagando com a economia feita ao longo do tempo.
No momento em que se tem o frio gerado de forma eficiente, o desafio é aproveitá-lo ao máximo. Em edificações recém concluídas ou em construções mais antigas, pequenas mudanças podem auxiliar nessa otimização. Em aberturas, principalmente onde a incidência de sol é maior, brises, cortinas e persianas contribuem para que o ambiente aqueça menos, exigindo menos uso do ar-condicionado.
A troca de lâmpadas incandescentes por lâmpadas fluorescentes é outra ação que reduz a necessidade do ar refrigerado. Luminárias incandescentes disseminam mais calor do que as fluorescentes, além de consumirem mais energia elétrica e ter vida útil menor. O LED apresenta-se como a tecnologia ideal, porém custa mais. O LED ainda é uma tecnologia cara, ainda não se paga. Mas só apresenta vantagens.
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